AMÁLIA Acordei e tudo o que consegui enxergar foi uma luz extremamente clara, límpida, quase ofuscante. À medida que fui me sentando na cama, observei ao meu redor, tentando entender onde estava. Tudo parecia branco demais, luminoso demais. Mas, ao me levantar, percebi que aquilo não era um quarto. Aquela luz intensa lentamente deu lugar a uma clareira no meio da floresta. Um lugar lindo… completamente desconhecido para mim. Havia árvores majestosas por todos os lados, altas e antigas, suas folhas dançando suavemente com o vento. No centro da clareira, a grama era alta, muito verde, coberta por pequenas flores silvestres — minhas favoritas. O lugar transmitia uma paz reconfortante, quase sobrenatural. Como se toda a dor que eu havia sentido antes tivesse simplesmente desaparecido. Não havia febre, nem fraqueza, nem aquela angústia sufocante que vinha me consumindo. — Eu morri? — me perguntei em voz baixa, sentindo um arrepio percorrer meu corpo. — Não, Amália querida. Você não
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