ELEOs lábios dela eram macios, tinham gosto de vinho. Quando a toquei, o mundo inteiro ficou em silêncio. A chuva na janela, as dúvidas, os problemas… tudo sumiu. Só ficou o gosto dela. Fruta, especiaria, e alguma coisa que era só Carol. O meu lobo uivou dentro de mim.Não de dor, de posse."Minha!"As minhas mãos foram pro rosto dela sem pedir permissão. A pele estava quente, macia, viva. Me encheu de vida. Carol não recuou.Os dedos dela agarraram meu uniforme, me puxando. Tinha a mesma fome que estava me rasgando por dentro. A minha mão escorregou do rosto pra cintura dela. Senti o calor da pele dela até segurar firme e puxar ela mais pra junto de mim. O seu corpo colou no meu e o beijo ficou mais profundo, mais urgente, mais intenso. Ela me puxou de volta, com força. O corpo dela contra o meu, o cheiro de seu desejo perfumando o ar. As minhas mãos continuaram descendo pelas costas, sentindo o tecido, tecido esse que começou a incomodar.Virou uma barreira entre a gente, i
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