As mãos dele caíram sobre as minhas.
Pesadas, calejadas, quentes.
Ele fechou os olhos e assentiu, entregue.
A confiança em mim me deixou lisonjeado. Estava abrindo uma porta para que eu vislumbrasse o passado, segredos tão escondidos que, muitas vezes, nem a pessoa sabe que existem.
Antes de eu começar, senti a mão do Vitor no meu ombro. Firme. O queixo dele encostou no topo da minha cabeça.
— Não vai dormir? — Sussurrei.
— Não. Se precisar de mim, eu estou aqui. — A voz dele foi só para mim