Não sabia quanto tempo tinha passado, só que a água do banho já tinha esfriado enquanto eu estava na banheira. Espirrei antes de me enrolar na toalha, e memso com o nariz irritado, ainda sentia o cheiro de erva amarga grudado na pele. Não era sujeira real, era frase dela martelando na minha cabeça:
“Não confie em ninguém.”
Tranquei a porta girando a chave duas vezes, como fiz na primeira noite que me jogaram neste alojamento, depois que me arrancaram da Terra.
Mesmo medo.
Mesma sensação de