POV Victor Vance O som da porta batendo no andar de cima ainda reverberava pelos lustres de cristal da sala de estar, mas para mim, o silêncio que se instalou em seguida foi muito mais ensurdecedor. O ar do cômodo parecia ter sido sugado para fora, deixando para trás apenas a fumaça invisível da pólvora que Katerina acabara de detonar. Fiquei ali, agarrado à beirada do bar de mogno, com os nós dos dedos tão tensos e brancos que a madeira antiga parecia prestes a ceder sob a minha força. O meu peito subia e descia em um ritmo frenético, como se eu tivesse acabado de correr por quilômetros através de uma nevasca. A minha mente, no entanto, estava presa em um único segundo. Em um único som. Em um único nome que Alice Hastings ousou pronunciar com aquela boca suja de mentiras. Thomas. O nome do meu avô. O nome do fundador desta dinastia de sangue e ferro. Mas, acima de tudo, o nome secreto, guardado a sete chaves nas madrugadas mais íntimas que eu já compartilhei com a única mulher
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