Dei mais um passo, me aproximando da Nayla, os meus olhos colados na tela. — Eu quero ouvir o coração dele de novo. pedi, a voz embargada pela emoção pura. O médico olhou para o Cássio, que fez um aceno curto e relutante com a cabeça. O som galopante voltou a ecoar pelo quarto. Olhei para a Nayla, deitada ali. — Você sempre quis isso, não quis? perguntei baixinho, olhando nos olhos dela. Uma única lágrima solitária escapou do olho esquerdo da Nayla, deslizando pela sua bochecha pálida, mas ela a limpou rapidamente com as costas da mão, tentando manter a pose de fortaleza. Era uma lágrima de emoção pura, uma brecha na armadura dela. — Você está linda... sussurrei, a verdade saindo sem filtros da minha boca. Cássio limpou a garganta ruidosamente, demonstrando claramente que não estava gostando daquela intimidade e da minha aproximação. Ele deu um passo à frente, assumindo o controle do ambiente. — Está tudo bem com o garoto, não é, doutor? Ele perguntou.
Ler mais