O desembarque em Brasília trouxe um choque térmico e visual imediato. Longe da densidade orgânica, do vaivém de caminhonetes e das calçadas vibrantes do Bom Retiro, a capital federal erguia-se em linhas monumentais, horizontes abertos e blocos de concreto cinzento que pareciam flutuar sobre o asfalto quente. Para Helena, Gabriel e Bia V., caminhar pela Esplanada dos Ministérios era como entrar em uma maquete em escala real, onde o poder se vestia de vidro espelhado e mármore branco.O trio cruzou o saguão do Ministério do Desenvolvimento e Integração Regional sob os olhares atentos da segurança institucional. Helena liderava o passo, vestindo um blazer escuro cortado a laser, a postura impecável de quem não se deixava intimidar pelo gigantismo dos palácios. Gabriel trazia a tiracolo uma pasta de couro rígido com os laudos físicos, e Bia mantinha uma mochila compacta onde repousavam os servidores portáteis com criptografia offline.— O ar condicionado aqui dentro é frio, mas o clima
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