Então o desespero tomou conta da sala.Senti minhas pernas cederem e, por um instante, achei que fosse cair. Clara e Lorenzo, que estavam próximos, me ampararam antes que eu atingisse o chão. Meu corpo inteiro amoleceu, como se todas as forças tivessem sido arrancadas de mim de uma só vez.— Ai, meu Deus, Rafa... — Clara disse com a voz trêmula ao perceber meu estado.Tentei responder, mas minha voz simplesmente não saía.Michael atravessou a sala em poucos passos e segurou meus braços.— Vai ficar tudo bem, Rafaela. Está me ouvindo? Vai ficar tudo bem.Mas nem ele parecia acreditar nas próprias palavras.— Meu Deus... que sofrimento é esse? — dona Margareth chorava, levando as mãos ao rosto. — Quanto mais a nossa família ainda vai aguentar?As lágrimas escorriam sem controle pelo rosto dela.— Precisamos levá-la para o hospital agora. — Lorenzo declarou, inclinando-se para me pegar nos braços.— Eu vou levá-la. — Michael respondeu imediatamente, ainda visivelmente atordoado.Dona Mar
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