Capítulo 121Narrativa do Autor O veículo voou pelas ladeiras do morro, derrapando nas curvas estreitas até cantar pneu na entrada da emergência do posto de saúde. Quando Miúdo atravessou as portas automáticas como um furacão, encontrou um cenário de pura devastação emocional. Bárbara estava no chão da recepção, aos prantos, soluçando convulsivamente enquanto era amparada e abraçada por Alice, que tentava em vão acalmá-la.Miúdo correu até a esposa, ajoelhou-se no chão e a envolveu em um abraço desesperado e protetor, sentindo o corpo de Bárbara tremer descontroladamente contra o seu.— Calma, meu amor! Calma, Bárbara! Eu tô aqui! A gente vai atrás dessa mulher, eu vou virar esse morro do avesso, eu vou achar a nossa filha nem que seja no inferno! — jurava Miúdo, com os olhos vermelhos e lágrimas de raiva e pavor descendo pelo seu rosto.Nesse exato instante de pico de tensão no corredor, a porta lateral de acesso ao pátio interno se abriu com um estrondo. Um dos vapores da contenção
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