Capítulo 118Narrativa do Autor O silêncio da casa de Miúdo foi subitamente quebrado. Bárbara acordou no meio da noite sentindo uma pontada aguda no abdômen. Ela tentou se ajeitar na cama, respirando fundo, mas ao se movimentar sentiu um líquido morno escorrer de repente, encharcando os lençóis. A bolsa havia se rompido.— Marco, acorda! — chamou Bárbara, com a voz pausada, tentando manter o controle enquanto uma nova contração a atingia com força.Miúdo, que dormia um sono leve sempre alerta às movimentações da comunidade, deu um pulo da cama já procurando as pistolas na cabeceira, achando que se tratava de uma operação ou invasão rival.— O que foi, preta?! Entrou alguém?! — perguntou ele, arfando e varrendo o quarto com os olhos arregalados.— Não tem invasão nenhuma, seu doido! A bolsa estourou... A nossa filha tá vindo, avisou ela, soltando um gemido abafado quando a contração aumentou . O homem forte e temido que comandava o braço armado do morro tremeu. O desespero tom
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