— Eu não acredito em você, meu anjo — sussurrou contra meu ouvido, me fazendo ficar arrepiada dos pés à cabeça. — Mas deveria — retruquei, sem conseguir evitar. Já estava cansada dessa insistência dele em me acusar de algo que eu nunca faria em sã consciência. — É como eu te disse, Dominic: eu não tenho motivos ou força de vontade para tentar me matar afogada — disse, colocando minha cabeça sobre o peito dele, ouvindo as batidas compassadas do coração de Dominic. — E, convenhamos: se eu realmente fosse me matar, não tentaria algo tão idiota e lento quanto morte por afogamento. Eu sou do tipo prática. Usaria algo mais rápido, como uma arma, e... Antes que pudesse terminar de falar, Dominic me empurrou contra o colchão, se pondo em cima de mim, entre as minhas pernas. Minha respiração acelerou quando ele passou seu polegar por meus lábios numa leve carícia — tão suave que pensei ter suspirando. Estávamos na total escuridão. A única coisa que eu podia ver era o sutil brilho do piso
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