Narrado por LuísaConforme os anos se passavam, mesmo que quisesse ser o orgulho do meu pai, um desejo sombrio mais forte que minha consciência me invadia: o desejo de tirar a dor de tudo que me irritava e destruir tudo que me cansava, até que um dia, sem resistir, matei um maldito gato.E por um bom tempo pensei ser um monstro.Quando sentia vontade de fazer coisas que a sociedade dizia ser erradas, eu me culpava por ser uma pessoa anormal, por ser um monstro. E por anos, depois de saber que havia matado a minha mãe durante o parto, eu jurei a mim mesma que seria uma boa pessoa para orgulhá-la. E admito que às vezes cometia alguns deslizes, mesmo que sem perceber.Mas no final, mesmo que tivesse jurado a mim mesma que seria uma pessoa melhor e que tentaria controlar a escuridão que existia dentro de mim, eu nunca poderia fazê-lo por completo. Fazer isso seria renegar a mim mesma. Eu tinha nascido assim, e uma vida tentando ser o que os outros consideravam como sendo o certo só me dei
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