A chuva havia parado.Mas dentro daquela sala, parecia que uma tempestade ainda acontecia.O nome permanecia na tela.Helena Vasconcelos.A irmã que ninguém mencionava.A mulher que, segundo os registros oficiais, havia morrido décadas antes.Helena Fundadora não conseguia desviar os olhos.— Não pode ser...Sua voz saiu fraca.Arthur aproximou-se.— Quem era ela?Por alguns segundos, Helena não respondeu.Parecia estar tentando decidir se abrir aquela memória destruiria algo que ainda restava dela.Finalmente, sentou-se.— Minha irmã era mais velha.Muito mais brilhante do que eu.Sempre foi.Miguel permaneceu em silêncio.Ele conhecia aquela história.— Ela foi a primeira pessoa a acreditar que a consciência humana era mais do que atividade cerebral.Helena passou a mão pelo rosto.— Quando éramos jovens, todos achavam que ela era obcecada.Ela não queria criar máquinas.Ela queria entender pessoas.Lívia observava Helena.Pela primeira vez, percebia algo.Aurora não nasceu de uma ú
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