A voz de Laura foi abafada por um novo desabamento.Depois...Silêncio.Arthur avançou imediatamente em direção ao bloqueio.— Laura!Nenhuma resposta.Ele começou a remover uma das pedras maiores com as próprias mãos.Gabriel o segurou pelo braço.— Arthur, para!— Ela está viva!— Eu sei!Outra parte do teto cedeu, fazendo o túnel inteiro estremecer.Helena Diretora analisou rapidamente a estrutura.Seu rosto perdeu a cor.— Se mexermos nesse bloqueio, o restante do túnel desaba.Arthur olhou novamente para a parede de concreto.Sua respiração estava acelerada.A vontade de voltar era quase irresistível.Mas então lembrou-se da carta de Augusto."Não transforme amor em culpa."Fechou os olhos por um instante.Abaixou lentamente as mãos.Lívia aproximou-se.Segurou delicadamente seus dedos, agora machucados pelas pedras.— Ela fez a escolha dela.Arthur respirou fundo.Era a segunda vez, em poucos minutos, que precisava aceitar uma decisão tomada por outra pessoa.A primeira fora Caio
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