A voz de Augusto ecoou tanto no Arquivo Zero quanto no espaço branco.Não parecia uma gravação.Parecia uma lembrança preservada com extremo cuidado.Arthur ergueu a cabeça imediatamente.Lívia permaneceu imóvel diante da luz dourada.Até Caio sorriu.Como se também estivesse reencontrando um velho amigo.— Olá, Lívia.Se você está ouvindo isto, significa que o plano funcionou.Ou, pelo menos, parte dele.No Arquivo Zero, a pequena sala era surpreendentemente simples.Não havia supercomputadores.Nem cápsulas.Nem equipamentos futuristas.Apenas uma escrivaninha de madeira.Uma estante repleta de cadernos.Um gravador antigo.E uma caixa de metal identificada com uma única palavra:PESSOALGabriel ficou perplexo.— Foi aqui que tudo ficou escondido esse tempo todo?Helena Fundadora assentiu.— Augusto dizia que as pessoas sempre procuram segredos nos computadores.Quase ninguém procura em um caderno.Arthur aproximou-se lentamente da mesa.Pela primeira vez desde a morte do pai, senti
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