Arthur então a libertou do peso dele. Ele levantou da cama. A nudez do corpo não lhe causava nenhum pudor. Ele caminhou até o banheiro, a postura ereta e relaxada. Uma hora depois, o cheiro de café expresso e pão torrado substituiu o odor do quarto. Eles estavam na cozinha. Semanas antes, tomar café da manhã no mesmo cômodo significava sentar distantes um do outro, trocando ofensas silenciosas ou ignorando a existência um do outro. Hoje, Elena estava sentada, vestindo um robe de seda escuro que encontrou no closet dele. O cabelo ainda estava úmido do banho. Arthur estava em pé ao lado dela. Ele vestia as calças de alfaiataria azul-marinho e uma camisa social branca de mangas compridas, mas o colarinho estava aberto, sem gravata, e os punhos estavam desabotoados. Ele estava apenas encostado, bebendo café em silêncio, com os olhos fixos nela. Cada movimento que ela fazia, passar manteiga na torrada, engolir o café, prender uma mecha solta de cabelo atrás da orelha, era acompanhado
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