A sua frente, Greg, o veterano que bancou a primeira garagem da empresa, estava de pé. O rosto vermelho. Ladeando-o, dois sócios minoritários mantinham os braços cruzados, os olhos duros.- Leia os números, Clara. - Greg ordenou, batendo o indicador no papel. - Apenas leia a linha de baixo.Clara abaixou os olhos. O logotipo de uma holding suíça chamada Aegis Capital encabeçava a proposta. Sessenta por cento das ações com direito a voto. Logo abaixo, o valor impresso em negrito: 1.2 bilhão de dólares.- Não. - Ela respondeu de imediato, empurrando a pasta. - Isso é uma armadilha. É o Arthur Sterling.Greg esmurrou a mesa de vidro com as duas mãos fechadas.- Que se foda quem está por trás do CNPJ em Zurique! - O veterano berrou. - É um ponto dois bilhão, Clara! É dinheiro para cinco gerações! Compra o quarteirão inteiro onde minha mãe morreu trabalhando de faxineira! Você assina essa carta de intenção hoje.- Greg, me escuta. - Clara levantou. - Se eles pegarem sessenta por cento, des
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