O som do botão de emergência parecia martelar dentro do meu crânio, um bipe estridente que combinava com o desespero no meu peito. Em segundos, o quarto foi invadido. Enfermeiros, o médico de plantão, todos se movendo ao redor da cama enquanto eu era empurrado para o canto, assistindo à mulher da minha vida me olhar com um pavor que eu nunca tinha visto. — Ricardo, calma! Sai um pouco, deixa a gente avaliar. o médico disse, segurando meu ombro, mas eu me desvencilhei. — Ela não sabe quem eu sou, doutor! Ela não sabe o próprio nome! Como você me pede calma?! Minha voz saiu rasgada, um rosnado de pura agonia. Ele ignorou meu surto por um momento e focou nela. Fez os testes de luz nas pupilas, perguntou coisas básicas, enquanto Paloma apenas soluçava, encolhida contra o travesseiro, segurando o lençol como se fosse um escudo. Depois de alguns minutos que pareceram horas, ele se aproximou de mim, me levando para perto da porta. — Escuta... isso é uma amnésia lacunar, possi
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