HENRIQUE VALADARES Eu tive que morder a parte interna da bochecha com força para não rir alto. A situação inteira era engraçada. Um segundo atrás, eu tinha a mulher mais linda do mundo nos meus braços, beijando a minha boca com uma fome deliciosa. Agora, ela estava encolhida embaixo da escrivaninha, escondida como uma adolescente apavorada fugindo dos pais. — Maninho, por acaso você viu a Isa por aí? Ergui os olhos do papel que eu fingia ler, tentando manter a melhor expressão de "sério e muito ocupado". — A Isadora? — perguntei casual e indiferente. — Não a vejo há horas, Marina. Aconteceu alguma coisa? Enquanto eu falava, senti um movimento muito sutil perto das minhas pernas. Isadora tentou se ajeitar no espaço apertado sob a mesa, e sua mão deslizou na parte interna da minha coxa. Olhei para baixo de relance, ela estava com o rosto completamente vermelho. Ter Isadora ali, agachada no meio das minhas pernas, era uma visão perigosa e tentadora. Minha mente, que já estava compl
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