Capítulo 23No dia seguinte, Rafael acordou com uma dor de cabeça latejante. Os números dançavam nos olhos, a visão cansada depois de horas olhando planilhas e relatórios. Ele deixou os papéis de lado, jogou a caneta na mesa com um gesto irritado e se levantou. Pegou o celular e foi até o sofá da sala de estar, sentou esticando as pernas e massageou as têmporas.A porta da sala foi aberta de repente. Rafael suspirou fundo, sem precisar olhar para saber quem era, só uma pessoa entrava ali sem bater.- O que quer, Valéria? - perguntou, cansado, enquanto olhava para o celular.Valéria entrou e jogou a bolsa cara no sofá em frente ao dele. Estava perigosamente linda: vestido justo vermelho, salto alto, maquiagem impecável. Mas para Rafael, aquilo não mexia mais. Há dez anos, desde que descobriu a traição com o melhor amigo, ela havia se tornado apenas uma lembrança amarga.- É assim que você trata sua esposa? - perguntou, com a voz melosa.- Ex-esposa - corrigiu ele, seco. - Assinamos o d
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