Capítulo 31Após o passeio perfeito com os filhos na praia, Rafael voltou acreditando que estava recuperado. Mas bastaram alguns dias para o estresse voltar com força. Ele se irritava com facilidade, seu humor estava azedo o tempo todo. Até a secretária, que sempre tratou com tanto respeito, saiu chorando da sala depois de levar uma bronca desproporcional.Ela ligou para o filho do patrão, com a voz trêmula:— Senhor Daniel, é sobre o seu pai… Ele está impossível.— Estou indo para aí agora. Cancela a agenda dele pelo resto do dia.— Está bem.Uma hora depois, Daniel entrou na sala do pai. Observou a expressão tensa, os ombros rígidos, e falou com calma:— Vamos sair um pouco.— Estou ocupado — retrucou Rafael, ríspido.— Eu sei, pai. Mesmo assim, venha comigo.Rafael suspirou fundo, resignado, e se levantou. Do outro lado da rua, entraram num café tranquilo. Daniel pediu um café para cada um e uma garrafa de água. Sem alarde, colocou um comprimido na mão do pai.— O que é isso?— Vai
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