Passei a mão pelo cabelo, frustrado, assim que os homens se afastaram, murmurando entre si sobre o que acabara de acontecer.Eu não lhes tinha dado uma resposta satisfatória, e sabia disso. Mas como poderia dar-lhes uma resposta se eu mesmo não entendia o que estava acontecendo?O simples fato de alguém falar de Lyra com desprezo me deixava de mau humor. E o pior era que eu não tinha o menor direito de me sentir assim.Ela não era realmente minha.Apertei a mandíbula, sentindo um impulso irracional de voltar para a cabana onde ela estava, de confrontá-la por todas as malditas emoções contraditórias que me devoravam desde o momento em que a vi.Mas me forcei a ficar onde estava.Se fosse atrás dela agora, acabaria cruzando uma linha que não deveria.Respirei fundo e comecei a andar sem rumo, tentando esfriar a cabeça. No entanto, cada vez que fechava os olhos, a imagem de Lyra voltava com mais intensidade.Seu olhar frio, seus lábios apertados naquela expressão de desconfiança, sua pos
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