POV DylanA luz da manhã de Nova York não tem misericórdia. Ela atravessa as janelas da cobertura com uma clareza que expõe cada falha, cada segredo e, neste caso, cada milímetro da posição comprometedora em que passamos a noite.Abri os olhos devagar, sentindo o pescoço rígido pela posição no sofá. Mas a dor física foi imediatamente eclipsada pelo calor que emanava do meu peito. Lucy ainda estava lá.Ela não se mexeu quando a luz atingiu seu rosto. Estava emaranhada em mim; sua cabeça descansava na curva do meu pescoço, e uma de suas pernas estava jogada sobre as minhas, a seda champagne da camisola subindo o suficiente para revelar a pele pálida e macia contra o cinza do meu moletom. A mão dela, que antes agarrava minha regata, agora repousava aberta sobre o meu coração.Fiquei imóvel. A respiração dela era calma, morna contra a minha pele. Se o mundo parasse agora, eu morreria um homem satisfeito. Mas o mundo de um Lancaster nunca para.Lucy soltou um murmúrio baixo e se esfregou
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