POV Lucy O silêncio da cobertura após a frieza de Dylan na varanda foi o que mais me machucou. Eu tinha entregado a ele a chave do meu passado, mas ele tinha batido a porta do dele na minha cara com uma violência silenciosa. Cerca de uma hora depois, deitada na cama e encarando o teto, ouvi o som abafado, mas definitivo, da porta principal batendo. Sentei-me no mesmo instante. O relógio marcou 00h50. Desci as escadas apressada, o robe de seda balançando, mas o hall estava vazio. Dylan tinha saído. Liguei uma, duas, três vezes. Ele não atendeu. Finalmente, às 01h15, uma mensagem curta e cortante iluminou a tela do meu celular: “Não me espera acordada. Vou resolver uns problemas.” Eu sabia que era mentira. Dylan não estava resolvendo problemas; ele estava fugindo de si mesmo. Dormi pouco e mal. Acordei às 06h00 com a luz cinzenta de Nova York entrando pela janela. Desci as escadas com o coração pesado, decidida a preparar algo para comer antes do meu plantão, tentando manter uma n
Leer más