POV: KillianA cabine do Estrela do Norte era o nosso único mundo agora, um santuário de madeira escura e aço que nos isolava de um continente em ruínas. O zumbido rítmico e profundo do oceano sob o casco, o balanço suave do navio cortando as águas geladas, tudo correspondia à batida frenética e descontrolada do meu coração. A guerra física contra Alaric havia acabado, as cinzas de seu legado já haviam sido sopradas pelo vento, mas a fome dentro de mim — aquela necessidade visceral alimentada por semanas de silêncio congelado e agonia abafada — estava finalmente exigindo o que lhe era devido com uma urgência que beirava o insuportável.Observei Maya sob a luz âmbar e suave das lamparinas de óleo. Ela ainda carregava a aura de uma deusa da geada, sua pele de porcelana quase brilhando no escuro e seus olhos prateados cintilando com uma inteligência antiga e letal. Mas, conforme a puxei para os meus braços, senti o gelo finalmente ceder. O toque das minhas mãos em sua cintura agiu como u
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