Melissa, consciente do efeito que causava, começou a descer os degraus como uma sombra luminosa. Cada passo ecoava no silêncio, o som delicado dos pés descalços contra o mármore criava um ritmo quase hipnótico, como se a própria casa prendesse a respiração para acompanhá-la.A jovem inclinou levemente a cabeça, deixando uma mecha de cabelo castanho escorregar sobre o ombro nu, o gesto, simples em essência, transformava-se em espetáculo. O sorriso, entre inocência fingida e provocação consciente, parecia desafiar Edward a resistir.Edward, paralisado, o olhar fixo, sem piscar, acompanhando o ritmo. Por fora, mantinha a compostura de homem controlado, mas por dentro a imagem o fazia sentir um calor intenso percorrer seu corpo. O coração batia rápido, mais forte, como se quisesse romper o peito. Sua mão vazia apertava levemente o estofado da poltrona, como se buscasse ali um ponto de ancoragem para não se perder no turbilhão de sensações. A sala, antes apenas cenário de rotina e vivên
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