— Você nunca me contou nada...Ela recua e levanta se, então olha ao redor de sua sala de escritório e fala:— É ...isso era antes, relaxa, desculpa.Marcelo se levanta e vai até ela pega em uma de suas mãos e com a outra mão ele toca o queixo dela:— Não posso prometer... infelizmente mas — concordou ele, sem hesitar, sem a defensividade , com um tom que demostra carinho por ela — Mas posso garantir que você não vai passar por isso sozinha, eu me afastei, porque não podia te ver sendo de outra pessoa Val...Ela ficou olhando para ele. Havia na frase uma simplicidade que era ao mesmo tempo sua maior força e o que a tornava mais difícil de receber — porque promessas grandiosas ela sabia como ignorar, havia desenvolvido um sistema eficiente para isso ao longo dos anos. Mas aquela frase era pequena demais para o sistema. Escorregava pelas defesas que ela havia construído porque foi feita exatamente para o tamanho do que ela sentia, não para o tamanho do que soava bem. Algo apertou no pei
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