A LIBERDADE SEBASTIAN Estou sentado na beira da cama de casal, com o paletó jogado de qualquer jeito sobre a poltrona de veludo e a gravata frouxa ao redor do pescoço. O cansaço físico é gigante, uma e****a que pesa nos meus ombros após cruzar o oceano, mas a minha mente... a minha mente está finalmente limpa. É como se um ar fresco fizesse respirar um peito que há meses vivia comprimido. Pego o meu celular pessoal sobre o colchão, lho para os dígitos acesos no visor, hesitando por um longo segundo, falei com ela mais cedo, quando me divorciei, mas a nescecidade de ouvir a voz dela é maior. — Sei que o fuso horário com o norte do Brasil é ingrato e que lá é a noite já vai alta, mas a necessidade de ouvir aquela voz, de me conectar com a única verdade que me resta, fala mais alto que qualquer protocolo. Discando o número privado, coloco o aparelho contra o ouvido. O sinal chama uma, duas vezes, ecoando no vazio do quarto escuro, antes que a linha mude com um clique suave e a voz
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