O DESESPERO DE BIANCA
BIANCA FERRER
O som estridente do celular tocando sobre o tampo de mármore da cozinha me faz dar um pulo da cadeira. Passo as mãos pelos cabelos desalinhados e encaro a tela. O nome do meu pai pisca em letras garrafais. Sinto um nó amarrar no meu estômago, mas enxugo o rosto e atendo, tentando disfarçar a tremedeira na voz.
— Pai... — tento começar com um tom suave, mas sou interrompida antes mesmo de respirar.
— Não precisa dizer uma única palavra, Bianca — a voz d