Desligo o telefone na cara dele, sem dar boa tarde ou qualquer demonstração de educação. Saio do shopping Pátio Batel pisando duro, o som dos meus saltos ecoando como tiros pelo ambiente climatizado. Ao cruzar as portas de vidro e sair para a calçada, olho ao meu redor com um profundo e absoluto desdém. Que cidadezinha irritante, monótona e cinzenta. Tudo bem que os panfletos de turismo dizem que isso aqui é bonitinho, que é tudo planejado, limpo, cheio de praças, mas isso aqui não é como os Estados Unidos! Não chega aos pés de Manhattan, não tem o brilho da Quinta Avenida, não tem o poder que emana de Wall Street. Esse povo brasileiro é atrasado, caminha devagar, não tem o nosso ritmo de negócios, não tem a nossa classe europeia e a nossa postura. É tudo visivelmente muito inferior, uma imitação barata do primeiro mundo. Entro em um táxi que aguardava na fileira e dou a ordem para ir direto para o hotel de luxo onde estou provisoriamente hospedada no bairro do Batel. E
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