NylaVoltamos para o centro, onde fica a maioria das barracas e casas improvisadas do pântano.O calor já pesa no ar, mesmo ainda sendo início do dia. É aquele calor úmido que gruda na pele, que se mistura ao cheiro de lama e madeira molhada.O pântano parece respirar ao nosso redor, lento e abafado, como se até ele estivesse cansado de abrigar tanta gente ferida, assustada e sem destino certo.Antes mesmo de chegarmos perto, percebo que há algo errado.Quase todo mundo está reunido no centro.Pessoas saem das tendas, outras se amontoam entre as passagens estreitas de madeira, algumas seguram crianças no colo, outras cruzam os braços como se estivessem prontas para se defender.Há falação demais. Vozes alteradas demais. Uma tensão crescente, áspera, que corta o ar quente e me causa um espanto imediato.Ronan solta a minha mão no mesmo momento em que nota essa mudança na atmosfera.O gesto é simples, mas a mudança nele não é.O homem que estava comigo um segundo antes desaparece atrás
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