A porta da sala se abriu e vi que Mike havia chorado. Fiquei sem saber como agir, esperando que ele viesse até mim. O pastor me cumprimentou, e Mike apenas me deu um sorriso amarelo, perguntando se eu o esperava.— Sim. Podemos conversar agora, se você quiser.— Pode ser. Vamos para a casa dos meus pais, então.Foi a primeira vez que ele me chamou para ir lá. Chegamos ao condomínio e, embora eu soubesse que a família dele era rica, aquilo superava minhas expectativas. Parecia um castelo; minha casa, que eu sempre achei enorme, pareceu pequena diante de tanto luxo.Antonny desceu. Uma senhora saiu pela porta principal, beijou o rosto dele e veio em direção ao carro.— Oi, filho! Você vai entrar? — Ela olhou para mim com um tom seco. — Quem é essa moça?— Ela é uma amiga. E não iremos entrar. Boa noite — Mike respondeu, ríspido.— Tá bom. Tanto faz. Já me acostumei com a sua ausência — ela retrucou, virando as costas.Senti o desconforto dele.— Mike, se quiser, pode entrar. Eu vou
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