Eu continuei encarando Cassandra até que Mike nos alcançou. — Bom dia! Está tudo bem por aqui? — ele perguntou, olhando diretamente nos meus olhos. — Está, meu amor. Só estou conhecendo a nova funcionária — respondeu ela, com uma naturalidade que me deu náuseas. — Está tudo bem, Clara? — Ele ignorou o comentário dela, voltando a atenção totalmente para mim, em um tom tão sério que faria qualquer um estremecer. – Está! Se não tem nada em que eu possa ajudar, com licença. Como eu já disse, tenho trabalho a fazer. Nos vemos depois, Mike. Saí pisando firme. Fui o mais forte que pude, mas, ao chegar perto da nossa sala de atendimento, o ar começou a faltar em meus pulmões. Meu coração pareceu perder o ritmo. Abri a porta com a vista escurecendo e me joguei na primeira cadeira que avistei. Tentei respirar, mas o ar não vinha. Abri os botões da minha camisa, procurando alívio para o meu peito. Eu queria chorar, mas queria também gritar; queria arranhar não o braço, mas a cara da
Ler mais