— Quem mandou você mexer no meu quarto?! — vocifera, apontando para as prateleiras vazias, o guarda-roupa aberto com apenas algumas peças penduradas. — Eu pensei que eu podia arrumar aqui também... — me faço de tonta, piscando os olhos. Ele aperta os olhos, a raiva evidente em cada linha de seu rosto. — Não é possível, você está fazendo tudo isso de propósito, não é? Aquela comida horrível, o jeito que fica me irritando, a bagunça que anda fazendo nesse apartamento e quando trouxe sua irmã, fez daqui um parque de diversão. E hoje fez isso no apartamento. — Ele se aproxima, ficando frente a frente comigo, seu olhar gélido em mim. Mantenho silêncio, sentindo o calor do corpo dele tão perto. — Não vai dizer nada? É porque estou certo, não é? Posso imaginar por que está fazendo tudo isso... Bufo, cruzando os braços, tentando manter uma postura firme. — Ah é? Por quê, então? — Porque quer, que eu te dê o divórcio, não é isso? Aperto os dentes, dando um passo para trás. — E vai me da
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