Stella BlakeAcordei com o lado da cama vazio.Não era novidade. Ultimamente, a gente tinha criado um ritual silencioso: algumas noites ele vinha para o meu quarto, outras eu ia para o dele. A gente dormia de conchinha, sem malícia, apenas abraçados. Eu encostava as costas no peito dele, ele enterrava o rosto no meu cabelo, e o mundo parecia menor. Mais suportável.Mas hoje o lugar dele estava frio. Devia ter levantado há um tempo.Peguei a camisa dele — a de linho azul escuro, a mesma do almoço na mansão — e vesti. Caía até o meio das minhas coxas. Desci da cama descalça e fui andando pelo corredor em direção à sala.O cheiro de café já tinha me guiado.Dominic estava sentado no sofá, o notebook no colo, o celular encaixado entre o ombro e a orelha. Ele usava apenas uma calça de moletom cinza, o peito nu, o cabelo ainda bagunçado do sono. O sol da manhã entrava pela janela e desenhava sombras nos seus ombros largos.— Não, eu não vou assinar essa cláusula — ele disse no telefone, a v
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