— Vocês foram mandados pelo Leonardo? – perguntei, tentando ganhar tempo. – O que ele quer?O homem no banco do passageiro riu.— Renzo... digo, Dominic – corrigiu-se, com um tom de deboche –, você acha mesmo que aquele garoto patético pode fazer algo assim? Matar alguém?Aquela voz... eu a conhecia. Conhecia de algum lugar, mas não conseguia lembrar onde. A cabeça ainda doía, e o medo turvava meus pensamentos.— Por que querem nos matar? Se não é o Leonardo, quem é?! – gritei.Ele riu novamente – e, como um estalo, a memória veio. Aquela voz, aquele riso... era alguém que almoçava comigo, que fazia parte da minha família, que era meu braço direito na empresa. Alguém que eu não suportava, mas que nunca imaginei que pudesse me trair daquela maneira.— Tio Alex? – minha voz saiu incrédula, quase um sussurro.O homem tirou o gorro, revelando o rosto que eu conhecia tão bem. Meu próprio tio, com um sorriso diabólico estampado nos lábios.— Touche! Você descobriu! – ironizou, batendo palma
Ler mais