Sofia Scott---Meu irmão e eu nunca tivemos aquela ligação de gêmeos que todos dizem ter. Talvez sempre fôssemos muito diferentes – ele, o mais velho por dez minutos, sempre tão fechado e racional; eu, a mais nova, mais emotiva e expansiva. Nunca sentimos dor quando um de nós sentia, nunca adoecemos juntos, nunca senti as emoções dele à distância. E também nunca tive aquela sensação de que ele estivesse em perigo. Mas, naquela noite, algo mudou. Uma inquietude profunda se instalou em meu peito, um mal-estar que não conseguia explicar. Andava de um lado para o outro pela sala, com os braços cruzados, sentindo um aperto constante, como se uma mão invisível estivesse comprimindo meu coração.Sobressaltei-me quando Diego passou a mão em minhas costas, trazendo-me de volta ao presente.— Por que você está assim? – perguntou ele, me abraçando por trás, encostando o rosto em meu ombro, num gesto que normalmente me acalmava.Suspirei, passando a mão em seu braço, mas nem o calor do seu corpo
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