O GIGANTE ADORMECIDOQuando o carro preto de vidros escuros parou diante da fachada do hotel, Alexa sentiu um calafrio que não era de medo, mas de pura adrenalina. Ela desceu do veículo e inclinou a cabeça para trás, tentando alcançar o topo da estrutura com o olhar. Oliver, com seu jeito polido de bilionário, havia usado a palavra "pequeno". Mas diante dela erguia-se um titã de concreto de quinze andares.O prédio era uma relíquia da década de 80, imponente e robusto, mas com a alma soterrada por anos de desleixo. A arquitetura era brutalista, com linhas retas que, sob a luz certa e com o revestimento adequado, poderiam exalar uma modernidade atemporal. Alexa caminhou até a entrada, onde as portas automáticas emperravam, e entrou no saguão. O espaço era colossal: colunas revestidas de mármore agora opaco, um pé-direito triplo que implorava por um lustre de design e um silêncio que só os lugares que já foram gloriosos possuem.Ela não perdeu tempo. Pe
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