O dia amanheceu com uma tranquilidade que não se refletia dentro de Aria. A luz atravessava as cortinas de forma suave, desenhando linhas claras pelo quarto, mas havia uma inquietação constante sob a pele dela, como se seu corpo estivesse reagindo a algo que ainda não conseguia nomear. Não era cansaço nem ansiedade comum, e também não era exatamente medo; era uma sensação mais profunda, quase instintiva, que parecia nascer de um lugar mais antigo dentro dela, como se sua própria natureza estivesse tentando chamar sua atenção.Ela permaneceu alguns instantes deitada, observando o teto enquanto organizava os pensamentos, mas percebeu rapidamente que ignorar aquilo não faria desaparecer. Ao contrário, quanto mais tentava racionalizar, mais clara a sensação se tornava. Havia algo diferente em seu interior, algo que não estava ali antes com tanta intensidade. Quando finalmente se sentou, passou a mão pelos cabelos e respirou fundo, buscando estabilidade, mas encontrou outra coisa no lugar:
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