— Ainda não. O médico disse pra eu ficar mais uns quinze dias em Cidade J. Se a revisão daqui a quinze dias estiver ok, aí sim está ok.Arthur assentiu.O olhar dele passeou pelo rosto de Sara, como se nunca cansasse. Ele desenhava cada traço com um olhar triste e cheio de sombra. Sara estendeu a mão, puxou a mão dele, a que estava com o relógio, e soltou devagar a pulseira, olhando a cicatriz feia.Como se o lado mais feio dele tivesse sido exposto na frente dela, naquele instante Arthur sentiu medo. Ele quis puxar a mão de volta, mas Sara segurou firme o pulso dele. O olhar dela parecia ter peso, queimava, e doía até nos ossos dele.— Por que você fez isso?— Porque eu me odeio. — Disse Arthur, baixo. — Se não fosse eu, você não teria passado por tanta coisa nesses anos.Sara sorriu um pouco e soltou a mão dele.— Arthur, eu não te odeio. — Ela disse, séria. — Nesses cinco anos, eu não fiz tudo só pra pedir seu perdão. Eu estava sofrendo pela Isabela.— Sim. Do ponto de vista da
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