Helena não conseguiu responder. Nem pensar direito. A frase ficou ecoando na cabeça dela como se tivesse sido dita ali, dentro do quarto. “Agora que eu sei onde você fica…” O ar parecia mais pesado. Difícil de puxar, difícil de soltar. Ela olhou para Dante, mas não era exatamente uma busca por resposta… era mais um pedido silencioso de que aquilo não fosse real. Só que era. Dava pra ver no olhar dele. Ele já não estava mais relaxado. O corpo inteiro mais atento, os movimentos rápidos, calculados. Foi direto até a porta, girou a chave, testou a maçaneta duas vezes, como se aquilo pudesse garantir alguma coisa além do óbvio. Trancada. Ainda assim, ele não se afastou de imediato. — Você falou pra alguém onde estava ficando? — perguntou, sem olhar pra ela. — Não — Helena respondeu rápido demais, quase no impulso. — Pra ninguém. Mas, no segundo seguinte, a resposta pareceu fraca até pra ela mesma. Porque alguém sabia. E não era um “talvez”. Era certeza. Dante passou a mão
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