Ô trem bão é sentir o sol batendo na cara, o cheiro de terra seca subindo das botas, e a ideia de que a vida, de algum jeito, tá sorrindo pra nós. Hoje, eu, Isidóro, homem da roça, mas com um pé no futuro, fui pra cidade negociar umas parcerias novas. Era dia de feira grande, e o povaréu tava animado, com carroça pra tudo que é lado, mulher vendendo queijo, homem gritando pra comprar milho, e eu ali, no meio do burburinho, com o peito inchado de orgulho. Pela primeira vez, me senti um homem de visão, respeitado, não só um caipira qualquer que planta e colhe. Tô contando isso tudo com detalhes, como se fosse um causo, porque é assim que a gente vive, e é assim que a história merece ser contada. Acordei cedinho, antes do galo cantar, que é pra garantir que tudo na fazenda tava em ordem antes de eu montar no meu cavalo, o Trovão, e partir pro povoado. A Laysla, minha rainha, tava na cozinha, mexendo no café com aquele jeito dela, que parece que veio de outro mundo — e veio mesmo, ela
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