Desde que a Laysla contou que tava com um fiote se formando dentro da barriga, a casa nunca mais foi a mesma. Nem sei dizê direito o que acontece, mas parece que o ar ficou mais leve, mais doce, até os bicho tão diferente. O galo canta mais afinado, as galinha botam sem parar, até o cavalo do Teófilo tá menos invocado. A alegria dela parece que espraiô pelo terreiro, pelas horta, por dentro da gente também. Acordo todo dia antes do sol se abrir, como sempre fiz. Toco o berrante, dou trato pras vaca, vou vê o arroz, o milho, e mexo nos pasto. Mas agora, quando vou fazer as coisa, fico pensando nela. Às vez escuto a voz dela lá do alpendre, falando com o Bento ou com o Teófilo, dando risada, mexendo com a cachorrinha dela, aquela tal de Luna que vive atrás dela igual sombra. Laysla é diferente de tudo que eu já vi. Tem umas ideia que a gente nem entende direito, fala umas palavra que não faz sentido, mas o olhar... ah, o olhar dela fala por ela. A mulher tem um fogo, mas também tem t
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