Brian chegou à empresa antes das sete.O prédio ainda estava despertando, luzes sendo acesas andar por andar, funcionários entrando com café nas mãos e aquela energia típica de começo de expediente. Ele atravessou o saguão sem diminuir o passo, ignorando cumprimentos educados, sem perceber direito quem falava com ele. A noite tinha sido praticamente inexistente. Ele não dormiu de verdade. Fechou os olhos por alguns minutos, talvez, mas cada vez que a mente relaxava um pouco, a imagem voltava: Cecília em um quarto branco demais, isolada, grávida, cercada por pessoas tentando convencê-la de que estava fora de si.Aquilo não era só revolta.Era urgência.Mesmo assim, por fora, ele estava perfeitamente controlado.O elevador subiu silencioso até o último andar. Quando as portas se abriram, ele já tinha reorganizado a expressão no rosto. Não podia perder o controle agora. Não podia agir por impulso. Não podia entregar nada.Ao entrar no escritório principal, encontrou Briane sentada perto
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