Tentei viver como se a vida tivesse entrado em modo silencioso. Não entrou, mas eu tentei mesmo assim. Os dias passaram com uma espécie de rotina improvisada, feita de café na mesa da cozinha com a minha tia, risadas inesperadas com Jordi, comentários ácidos da Susan e visitas constantes que pareciam mais uma mistura de curiosidade com alívio coletivo por eu ainda estar respirando. Alguns colegas da época da faculdade começaram a aparecer também, puxados pela repercussão do caso. Levis foi o primeiro, com o jeito de quem sempre soube demais sobre todo mundo, seguido pela Rya, que continuava elegante até para demonstrar choque, e pelo Dough, que entrou na sala como se estivesse invadindo uma cena de filme e não a casa de alguém que quase morreu duas vezes pelo mesmo homem. Eles se acomodaram, falaram alto, riram nervoso em alguns momentos e, claro, fizeram perguntas demais. — Então ele simplesmente te jogou? — Levis perguntou, sem qualquer filtro. — Não, Levis. — respondi,
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