Acordar ao lado de Joseph deveria ser estranho, mas não é. Abro os olhos devagar, ainda sentindo o peso do sono e de tudo o que aconteceu na noite anterior, e a primeira coisa que percebo é o calor dele ao meu lado. O braço dele está jogado por cima da minha cintura, como se tivesse me puxado para perto mesmo dormindo. Por um segundo, fico ali, quieta, apenas observando o rosto dele relaxado, sem a tensão habitual, sem aquela expressão controlada que ele carrega o tempo todo. Assim, desacordado, ele é ainda mais bonito. E perigoso, porque é nesse estado que ele me desmonta por inteiro. Respiro fundo e me viro um pouco, o suficiente para encará-lo melhor, e é nesse movimento que ele começa a despertar. Os olhos dele se abrem lentamente, ainda confusos, até focarem em mim, e por um instante nenhum de nós diz nada. Há um tipo de silêncio diferente ali, menos carregado, mas não menos intenso. — Bom dia — murmuro, com um meio sorriso. Ele passa a mão pelo rosto, ainda meio sonol
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