Na quarta-feira, a rotina já não parecia nova — e isso, por si só, já trazia uma calma silenciosa.Giulia começava a se acostumar com os horários, com os intervalos de silêncio da casa, com o som da porta se fechando quando Elisa saía… e, principalmente, com a certeza de que ela voltava. Todo dia. Aquilo mudava tudo.A adaptação tinha sido mais fácil do que ela imaginava, muito por causa de Cecília.Elisa tinha gostado dela de cara, daquele jeito imediato de criança, sem filtro, sem resistência. E Cecília, por sua vez, tinha respondido na mesma medida — atenta, paciente, presente sem invadir. Sabia quando falar, quando observar, quando simplesmente estar.E isso deixava Giulia tranquila.De verdade.Naquele momento, estavam na antessala. A luz da tarde entrava pelas janelas grandes e aquecia o ambiente com uma suavidade quase preguiçosa. O ar tinha um cheiro leve, limpo, misturado com algo doce que vinha da cozinha.Elisa estava sentada no tapete, com um livrinho aberto nas pernas, mu
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