Giulia já estava de robe, sentada diante da penteadeira, passando a escova pelos cabelos devagar, quase no automático. O movimento era suave, repetitivo, mas a mente estava longe dali, voltando o tempo inteiro para a mesma cena — a forma como Alessandro entrou no quarto da Elisa, o jeito como ficou, o tempo que permaneceu ali. Aquilo não combinava com o resto, não encaixava com o homem que ela vinha tentando entender, e talvez por isso insistisse tanto em permanecer.Ela passou a escova mais uma vez, mais devagar, o olhar preso no próprio reflexo sem realmente se ver. Foi só então que percebeu o silêncio da casa. Um silêncio grande demais. Ele estava demorando.Franziu levemente a testa, deixou a escova sobre a mesa e se levantou, saindo do quarto com passos leves, quase instintivos. Caminhou pelo corredor e parou diante do quarto da Elisa, empurrando a porta com cuidado. A menina já dormia, tranquila, respirando fundo, o corpo pequeno afundado no colchão. Sozinha.Giulia ficou ali po
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