O silêncio voltou a dominar o carro, mais pesado e mais longo dessa vez. Giulia não falou mais nada, mas também não se acalmou. Mantinha o olhar perdido na janela, a respiração ainda irregular, como se o corpo não tivesse acompanhado o esforço de se recompor. Alessandro permaneceu ao lado, calado.O carro desacelerou e parou. Antes que qualquer um dissesse qualquer coisa, Giulia já estava saindo. Desceu rápido demais, desesperada demais. A porta ainda nem tinha sido fechada quando ela já atravessava o portão.A madre já estava esperando.Assim que viu Giulia, se assustou de verdade. O olhar percorreu o rosto, os cabelos, a roupa, como se tentasse reconhecer alguém que conhecia bem — e não encaixasse.— Minha filha… — disse, surpresa. — Quando o senhor Alessandro me ligou… eu não acreditei. Quase chamei a polícia por sequestro.Alessandro ouviu, mas não disse nada.Giulia deu um passo à frente, sem tempo para mais nada.— Bença, madre… me perdoa… eu prometo que vou explicar tudo com ca
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