Capítulo 5 Astrid Eriksson Precisei respirar fundo e fingir que não vi que ele olhou pra ela. A recepção aconteceu no próprio reduto, como tudo naquela máfia: discreto por fora, impecável por dentro. Mesas bem distribuídas pelo jardim, iluminação baixa e elegante, criando sombras suficientes para esconder conversas que não deveriam ser ouvidas. O cheiro da comida se misturava no ar, pratos suecos tradicionais, carnes bem preparadas, molhos fortes… e, claro, toques italianos trazidos pela família Strondda. Uma fusão que não era apenas culinária, era política. Caminhei entre os convidados com calma, cumprimentando alguns membros do conselho, observando outros com atenção. Meu sorriso era controlado, medido, exatamente como deveria ser, mas por dentro eu analisava tudo, cada movimento, cada olhar, cada ausência. Foi quando vi a mulher que me estressou no hotel caminhando normalmente, sem qualquer sinal de dor. O nariz estava roxo pelo soco que eu dei, mas isso não é proble
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