O motorista já a esperava. — Centro. O carro arrancou. E, durante todo o caminho, ela tentava ignorar a ansiedade crescente no peito. Minutos depois, chegaram. A música do bar podia ser ouvida do lado de fora. Luzes neon piscavam pelas janelas escuras. Quando Isabela entrou, o cheiro de álcool, perfume forte e fumaça atingiu seu rosto imediatamente. Ela odiou o ambiente na mesma hora. Pessoas dançando. Mulheres praticamente seminuas. Homens gritando. Luzes vermelhas. E então ela o viu. Arthur. Debruçado no balcão. Quase apagado. Os cabelos bagunçados. Gravata frouxa. Camisa social aberta nos primeiros botões. Os amigos tentavam fazê-lo reagir. — Arthur, pelo amor de Deus… — Levanta, cara. — Acho que ele morreu. — Cala a boca. Isabela se aproximou rapidamente. Um dos amigos levantou os olhos. — Ah, graças a Deus. Outro suspirou aliviado. — A esposa chegou. A palavra provocou calor nas bochechas dela. — O que aconteceu? — Ele tava normal — um deles explico
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