O quarto do hospital estava silencioso naquele horário da noite.Silencioso… mas não frio.A luz baixa amarelada deixava tudo mais aconchegante. O som distante de rodas de maca passando pelo corredor, o bip contínuo de algum monitor em outro quarto e o cheiro característico de hospital criavam um ambiente estranho — entre o desconfortável e o seguro.Quando Arthur abriu a porta do quarto de Sofia, a primeira coisa que viu foi a menina sentada na cama, toda torta de concentração, com a língua presa entre os dentes enquanto desenhava.O braço engessado repousava apoiado em um travesseiro.Mas o outro…O outro se movia rápido com o lápis de cor.— Papai! — Sofia abriu um sorriso enorme ao vê-los. — Bella!Isabella soltou o ar preso nos pulmões imediatamente.Porque até aquele momento…Mesmo Arthur tendo dito que Sofia estava bem…Ela ainda estava aterrorizada.O medo não havia ido embora.Só agora, vendo a menina sorrindo daquele jeito, viva, falante, cheia de energia… foi que seu peito
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